Vou te oferecer um conto que você não pode recusar

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Manual de Como Não Ser Budista


Sempre acontece de alguma pessoa perguntar qual a minha religião, eu não gosto de dizer que sou isso ou aquilo pois acredito que dizer que sou algo implica trazer toda uma carga filosófica de algum lado junto que não necessariamente é verdade (acho que isso diz muito sobre mim, já que sou de libra).

Eu gosto de pensar sobre minha religiosidade (mas não limitada) como budista. Mas não como um budista qualquer: como um péssimo budista. E como seria um péssimo budista você pode estar se perguntando. Pois é, nobre leitor, um péssimo budista é aquele estressado, impaciente e que deixa acumular louça suja (este último sendo pecado hediondo no budismo).

Volta eletricidade, por favor... queremos jogar Song Pop.. rs rs
Como budista, eu gostaria de passar uma grande lição de vida pra vocês, mas eu esqueci qual era a moral dessa história e também ultimamente não me sinto no direito de dar lições depois de ter ligado um aparelho eletrônico na voltagem errada.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

O palito de dente


- Supermercado Pão de açúcar, boa tarde. Em que posso ajudá-lo?
- Boa tarde, eu queria uma caixa de palitos de dente pelo delivery.
- ... (pausa) Senhor, você sabe que a caixa de palito de dente é 30 centavos e o delivery é 7 reais?
- Sim, tranquilo.
- ... (pausa mais longa) Um momento que eu vou ter que chamar o supervisor.
 [sons de cochicho ao fundo]
- Boa tarde, eu sou o supervisor Carlos, em que posso servir?
- Olá, eu pedi uma caixa de palitos de dente mas a atendente não quis vender.
- Senhor.. é que a caixa de palitos é 30 centavos...

Todos querem a Gina.
- Sim, meu amigo não interessa que seja 10 reais, eu quero palitar meu dente!
- Um momento que eu vou ter que chamar o gerente.
 [sons de grito ao fundo]
 (espera)
- Boa tarde, aqui é o gerente Cláudio, tudo bem?
- Não tá tudo bem porra nenhuma!!! Faz meia hora que eu to pedindo a porra de um palito de dente e ninguém quer entregar aqui em casa!!!
- Mas senhor, você tem conhecimento que a caixa de palitos é 30 centavos e que a entrega custa 7 reais?
 {estresse elevado ao máximo}
- ... (respira fundo) Então se eu pedir qualquer coisa que seja acima do valor da entrega vocês trazem?
- Sim, senhor.
- Então, se eu der mais 100 reais além disso você pode vir trazer pessoalmente?
- 100 reais? Posso sim, senhor.
- Ótimo, me traga uma marreta e um palito de dente.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O Soldado


6 de junho de 1944, esse dia ficou mais conhecido como símbolo do fim da segunda guerra mundial, foi a data da invasão da Normandia, França, que ficou famoso como o Dia D.

Apesar desse dia ser famoso e lembrado por várias décadas, algo importante caiu no esquecimento. Uma pessoa, um fato, ou melhor uma pessoa e um fato precisam ser lembrados, pelo nível épico de heroísmo envolvido.

Joseph Conrad, um soldado do imperioso exército britânico, mais conhecido como Josephinho, estava lá, presente nesse momento histórico: desembarcou na praia com seu fuzil e sua coragem, preparado pra derrotar, e por um fim, no regime dos nazistas. Mas uma coisa ele não contava... algo que estava além dele e de sua vontade.

O destino separava algo especial para Joseph Conrad.. e não era atirar naqueles Alemães:
 - Sargento! - Falava Conrad ao som de fundo de explosões e rajadas intensas.
 - O que é Conrad?!??!? - Gritava seu Sargento James.
 - Sabe o que é senhor..
 - Fala logo, PORRA!! - Diversas explosões aconteciam ao redor dos dois.
 - Preciso ir no banheiro, senhor.
 - ... - Silêncio do Sargento.. enquanto um cadáver atingido por um míssil passava voando.
 - Repete Conrad, que eu não tô acreditando no que eu escutei.
 - Senhor, eu preciso fazer o número 2. - Mais rajadas e explosões aconteciam.
 - Número 2, CONRAD?!? Isso é hora pra ir no banheiro, soldado!?!?? - Gritos de agonia de outros soldados atingidos.
 - Sim-m, senhor-r! - Gemia Conrad.
 - Caceta, Conrad... banheiro agora só lá naquela Fortaleza dos nazistas.

Nesse momento o soldado britânico Joseph Conrad virou uma lenda entre seus companheiros. Sozinho e com seu fuzil eliminou cerca de 150 nazistas que estavam entre seu caminho - e do vaso sanitáro - com uma força de outro mundo. A tropa o seguia ferozmente, instigada pelo seu ato:
 - Sigam-no, homens! - Diziam os soldados.

Que cheiro é esse, senhor?

Até hoje Joseph Conrad ainda é lembrado pelos seus companheiros:
 - Lembro-me como se fosse hoje... foi incrível. E toda aquela garra só aumentava a medida que chegava mais perto da privada. É como se a barriga dele tivesse um GPS. - Nostalgiava o Sargento James.



quarta-feira, 2 de maio de 2012

O Cavaleiro das Sombras


Gotham, 09/04/2011,

Tudo começou em uma noite sombria de inverno, quando fui assaltado por rapazes vestidos com capuz. Eis que surge um defensor que me salvaria contra meus algozes.

Esse texto, é uma carta em agradecimento à ele, meu salvador.

Obrigado Policial Anthony.

Atenciosamente,
John Peter

Corra Robin! Precisamos entrar em forma que eu tô muito gordinho!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Resposta para perguntas sobre a morte (ou não)

A morte é uma transgressão da realidade, como uma fuga de casa, exceto que você sabe pra onde vai: bem... você vai pro beleléu, meu amigo.

Às vezes eu tenho tanta preguiça, que eu acho que se a Dona Morte batesse na minha porta, exigiria que ela me levasse pro além de táxi (nota do autor: verificar os meios de transporte disponíveis pro outro mundo),

Gostaria de um chá antes de ir?


senão me recusaria a ir e passaria a eternidade numa fila do INSS (que basicamente é a mesma coisa que o inferno, só que a Coopertáxi leva até lá)

segunda-feira, 30 de abril de 2012

A Bolchevique na festa


Segue-se o diálogo entre Carla, integrante do movimento comunista de carteirinha, e um amigo seu:

- Eu sou comunista e luto pelos pobres!
- Mas esse vestido não é da Ellus?
- Sim meu filho, não quer dizer que eu vá andar sem estilo, afe!

“Hay Que Endurecer, Pero Sin Perder Le Estilo Jamás” 

domingo, 29 de abril de 2012

Freiras francesas


Cenário: A Igreja Maior de todos os Zodíacos, Paris, 10 de maio de 1940, prestes a ser conquistada pelos alemães. De um lado os Nazistas, seus tanques e sua estratégia blitzkrieg. Do outro freiras francesas lutadoras de ninjutsu.

Freiras francesas demonstram sua habilidade

A luta foi acirrada: os tanques disparavam sem misericórdia. Mas para surpresa de todos, as freiras agarravam os projéteis e conseguiam arremessar de volta ao inimigo.

Foram 30 minutos de pura adrenalina, se algum cético precisava de provas para acreditar em algo maior, ali estava a prova viva nas mãos daquelas freiras lutadoras e de um vendedor de queijo coalho muito bom que passava no momento.

Paris acabou invadida pelos Nazistas, mas por causa da atitude daquelas freiras guerreiras, diversos objetos valiosos foram resgatados, tais como várias fotos comprometedoras de padres com alguns coroinhas.

Essas freiras ficaram conhecidas como as Santas Freiras do Zodíaco.