Vou te oferecer um conto que você não pode recusar

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Mão amarela


Ao elemento que soltou uma flatulência hoje um pouco antes de eu entrar no elevador, quero dizer que minha vontade é jogar um saco de maizena na sua geladeira!


Moderno teste para identificar quem foi responsável pelo ventinho indesejado

Mas deixando o rancor de lado, tive uma grande ideia relacionada a peidos.
Vou explicar com um exemplo.

Elevador lotado, falta 12 andares, um funcionário acabou de ter movimentos peristálticos. E lá vem ele, como a bruma leve das paixões, que vem de dentro.

O caos gasoso é inevitável.

Mas tudo isso poderia ser evitado com uma pequena voz, eis aqui minha ideia:
- Máscaras de oxigênio cairão em caso de flatulência.

Genial!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Manual de Como Não Ser Budista


Sempre acontece de alguma pessoa perguntar qual a minha religião, eu não gosto de dizer que sou isso ou aquilo pois acredito que dizer que sou algo implica trazer toda uma carga filosófica de algum lado junto que não necessariamente é verdade (acho que isso diz muito sobre mim, já que sou de libra).

Eu gosto de pensar sobre minha religiosidade (mas não limitada) como budista. Mas não como um budista qualquer: como um péssimo budista. E como seria um péssimo budista você pode estar se perguntando. Pois é, nobre leitor, um péssimo budista é aquele estressado, impaciente e que deixa acumular louça suja (este último sendo pecado hediondo no budismo).

Volta eletricidade, por favor... queremos jogar Song Pop.. rs rs
Como budista, eu gostaria de passar uma grande lição de vida pra vocês, mas eu esqueci qual era a moral dessa história e também ultimamente não me sinto no direito de dar lições depois de ter ligado um aparelho eletrônico na voltagem errada.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

O palito de dente


- Supermercado Pão de açúcar, boa tarde. Em que posso ajudá-lo?
- Boa tarde, eu queria uma caixa de palitos de dente pelo delivery.
- ... (pausa) Senhor, você sabe que a caixa de palito de dente é 30 centavos e o delivery é 7 reais?
- Sim, tranquilo.
- ... (pausa mais longa) Um momento que eu vou ter que chamar o supervisor.
 [sons de cochicho ao fundo]
- Boa tarde, eu sou o supervisor Carlos, em que posso servir?
- Olá, eu pedi uma caixa de palitos de dente mas a atendente não quis vender.
- Senhor.. é que a caixa de palitos é 30 centavos...

Todos querem a Gina.
- Sim, meu amigo não interessa que seja 10 reais, eu quero palitar meu dente!
- Um momento que eu vou ter que chamar o gerente.
 [sons de grito ao fundo]
 (espera)
- Boa tarde, aqui é o gerente Cláudio, tudo bem?
- Não tá tudo bem porra nenhuma!!! Faz meia hora que eu to pedindo a porra de um palito de dente e ninguém quer entregar aqui em casa!!!
- Mas senhor, você tem conhecimento que a caixa de palitos é 30 centavos e que a entrega custa 7 reais?
 {estresse elevado ao máximo}
- ... (respira fundo) Então se eu pedir qualquer coisa que seja acima do valor da entrega vocês trazem?
- Sim, senhor.
- Então, se eu der mais 100 reais além disso você pode vir trazer pessoalmente?
- 100 reais? Posso sim, senhor.
- Ótimo, me traga uma marreta e um palito de dente.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O Soldado


6 de junho de 1944, esse dia ficou mais conhecido como símbolo do fim da segunda guerra mundial, foi a data da invasão da Normandia, França, que ficou famoso como o Dia D.

Apesar desse dia ser famoso e lembrado por várias décadas, algo importante caiu no esquecimento. Uma pessoa, um fato, ou melhor uma pessoa e um fato precisam ser lembrados, pelo nível épico de heroísmo envolvido.

Joseph Conrad, um soldado do imperioso exército britânico, mais conhecido como Josephinho, estava lá, presente nesse momento histórico: desembarcou na praia com seu fuzil e sua coragem, preparado pra derrotar, e por um fim, no regime dos nazistas. Mas uma coisa ele não contava... algo que estava além dele e de sua vontade.

O destino separava algo especial para Joseph Conrad.. e não era atirar naqueles Alemães:
 - Sargento! - Falava Conrad ao som de fundo de explosões e rajadas intensas.
 - O que é Conrad?!??!? - Gritava seu Sargento James.
 - Sabe o que é senhor..
 - Fala logo, PORRA!! - Diversas explosões aconteciam ao redor dos dois.
 - Preciso ir no banheiro, senhor.
 - ... - Silêncio do Sargento.. enquanto um cadáver atingido por um míssil passava voando.
 - Repete Conrad, que eu não tô acreditando no que eu escutei.
 - Senhor, eu preciso fazer o número 2. - Mais rajadas e explosões aconteciam.
 - Número 2, CONRAD?!? Isso é hora pra ir no banheiro, soldado!?!?? - Gritos de agonia de outros soldados atingidos.
 - Sim-m, senhor-r! - Gemia Conrad.
 - Caceta, Conrad... banheiro agora só lá naquela Fortaleza dos nazistas.

Nesse momento o soldado britânico Joseph Conrad virou uma lenda entre seus companheiros. Sozinho e com seu fuzil eliminou cerca de 150 nazistas que estavam entre seu caminho - e do vaso sanitáro - com uma força de outro mundo. A tropa o seguia ferozmente, instigada pelo seu ato:
 - Sigam-no, homens! - Diziam os soldados.

Que cheiro é esse, senhor?

Até hoje Joseph Conrad ainda é lembrado pelos seus companheiros:
 - Lembro-me como se fosse hoje... foi incrível. E toda aquela garra só aumentava a medida que chegava mais perto da privada. É como se a barriga dele tivesse um GPS. - Nostalgiava o Sargento James.



quarta-feira, 2 de maio de 2012

O Cavaleiro das Sombras


Gotham, 09/04/2011,

Tudo começou em uma noite sombria de inverno, quando fui assaltado por rapazes vestidos com capuz. Eis que surge um defensor que me salvaria contra meus algozes.

Esse texto, é uma carta em agradecimento à ele, meu salvador.

Obrigado Policial Anthony.

Atenciosamente,
John Peter

Corra Robin! Precisamos entrar em forma que eu tô muito gordinho!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Resposta para perguntas sobre a morte (ou não)

A morte é uma transgressão da realidade, como uma fuga de casa, exceto que você sabe pra onde vai: bem... você vai pro beleléu, meu amigo.

Às vezes eu tenho tanta preguiça, que eu acho que se a Dona Morte batesse na minha porta, exigiria que ela me levasse pro além de táxi (nota do autor: verificar os meios de transporte disponíveis pro outro mundo),

Gostaria de um chá antes de ir?


senão me recusaria a ir e passaria a eternidade numa fila do INSS (que basicamente é a mesma coisa que o inferno, só que a Coopertáxi leva até lá)

segunda-feira, 30 de abril de 2012

A Bolchevique na festa


Segue-se o diálogo entre Carla, integrante do movimento comunista de carteirinha, e um amigo seu:

- Eu sou comunista e luto pelos pobres!
- Mas esse vestido não é da Ellus?
- Sim meu filho, não quer dizer que eu vá andar sem estilo, afe!

“Hay Que Endurecer, Pero Sin Perder Le Estilo Jamás” 

domingo, 29 de abril de 2012

Freiras francesas


Cenário: A Igreja Maior de todos os Zodíacos, Paris, 10 de maio de 1940, prestes a ser conquistada pelos alemães. De um lado os Nazistas, seus tanques e sua estratégia blitzkrieg. Do outro freiras francesas lutadoras de ninjutsu.

Freiras francesas demonstram sua habilidade

A luta foi acirrada: os tanques disparavam sem misericórdia. Mas para surpresa de todos, as freiras agarravam os projéteis e conseguiam arremessar de volta ao inimigo.

Foram 30 minutos de pura adrenalina, se algum cético precisava de provas para acreditar em algo maior, ali estava a prova viva nas mãos daquelas freiras lutadoras e de um vendedor de queijo coalho muito bom que passava no momento.

Paris acabou invadida pelos Nazistas, mas por causa da atitude daquelas freiras guerreiras, diversos objetos valiosos foram resgatados, tais como várias fotos comprometedoras de padres com alguns coroinhas.

Essas freiras ficaram conhecidas como as Santas Freiras do Zodíaco.

sábado, 28 de abril de 2012

Conto do monstro

Monstro vai no psicoterapeuta se tratar:
- Doutor, acho que sou mau.
- Por que diz isso?
- Ontem eu comi toda a ala de crianças com câncer do hospital..
- Calma, isso é relativo, talvez essas crianças queriam ter sido comidas.

Não gosto de psicólogos pós-modernistas.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Provérbios

Desvendando os mistérios que a língua portuguesa não reproduziu:

- A justiça tarda, mas não falta. Só em dia de feriado e terça à quinta.
- Mais vale um pássaro na mão do que dois voando, menos pro Ibama.
- A mentira tem pernas curtas, mas sabe usar perna-de-pau.
- Em boca fechada não entra mosca, nem comida.
- A pressa é inimiga da perfeição, mas quem não tem inimigos né verdade?

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Fã de Michael Jackson

Preciso confessar que nunca fui muito fã de Michael Jackson, mas acabei me tornando um grande apreciador do seu trabalho. Vou explicar a razão:

Eu sempre fui um rapaz bon vivant da classe média alta. Nunca me faltou nada e sempre tive coisas materiais de boa qualidade. Talvez por isso eu nunca tenha gasto a preocupação que devia com os menos afortunados, mas de uns tempos pra cá isso mudou.

Pra firmar essa mudança resolvi frequentar uma reunião de um movimento socialista com o intuito de tentar entender melhor a situação e ver de que forma eu poderia contribuir na melhoria. Fui então em uma e, lá pelo meio dela, o líder do movimento conclamou apontando pra mim:

- Você que é pobre devia lutar pelos seus direitos..
- Mas eu sou de classe média alta e.. - Retruquei.
- ..e os burgueses serão os primeiros na linha de fuzilamento na revolução. - Explicou didaticamente o líder, aparentemente ignorando o que eu falei.

Nessa hora me assustei e fui tomado por um impulso, talvez por intervenção divina ou por um surto psicológico, eu consegui escapar realizando um moonwalk até a saída. Todos ficaram perplexos com isso e não conseguiram esboçar nenhuma reação.

O único efeito colateral é que hoje em dia, toda vez que escuto thriller, estranhamente me vem o retrato de Karl Marx.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

L'amour


Em outras épocas fui apaixonado por uma bela e charmosa praticante de pompoarismo. O único problema para nosso amor fluir sem obstruções era C.J. Uma sensual garota que conheci uma vez em uma cafeteria.
Foi paixão à primeira vista:

- Você poderia me ajudar a mesclar?
- Mesclar... com você?!
- Não, duas planilhas do excel.

Todos precisam se alimentar direito

Fato inusitado de hoje: Um monstro amarelo de 4 braços, bastante assustador, chegou no McDonald's reclamando do preço do McCheddar. No final ficou puto e passou o resto da tarde roubando sinal da Wi-Fi de lá.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O conto da meia-noite.

   Estavam alguns jovens em uma metrópole tão quente, que o próprio diabo abandonou-a às mínguas alegando falta de condições de trabalho. Decidiu então se mudar pra Itu.

    Os jovens começaram a zombar dos espíritos, estes reagiram derrubando algumas bananas no chão. Eis que descobrem que a aparição responsável pelo feito era nada menos que Gil Gomes, que virou pra eles e narrou os fatos com sua voz característica:
- Aqui é Gil Gomes, uma banana caiu e eu ainda estou vivo. Adeus!

    Tensão na metrópole: TODOS ficaram perplexos com essa revelação, pois ninguém esperava que ainda houvessem bananas sobrando do jantar.

sábado, 11 de setembro de 2010

O Secreto Jardim das Lésbicas (Parte 3)

Chegando na ilha fui recebido por uma vaca vestida de Silvio Santos. Disse-me para entrar que as portas da esperança estavam abertas, então ela ativou uma espécie de foguete e saiu gritando algo como:
- A equipe rocket está decolando de novo.

Levei um tapa e acordei, só então percebi que estava dormindo. O tapa foi tão forte que me fez lembrar dos bons tempos de minha infância, época em que era agraciado com os carinhos de minha mãe:
- Desgraçado! Você é um imprestável! *SPAFT* *SPAFT* - dizia didaticamente mamãe.

Estava agora arrodeado de 5 mulheres com bíceps maiores que um bebê de 20 kg. Nenhuma delas desconfiaram que eu era homem, me confundiram com uma tal de Carlota. Estranhei bastante, pois minha barba era muito espessa e minha voz muito grave.

Elas levaram-me a cidade e no caminho falaram que a ilha era dividida em dois setores: O amarelo, que era o centro administrativo, comercial e cultural, e o vermelho, que servia como açougue de búfalos.

Já na cidade me despedi de minhas companhias. Foi então que conheci Natasha, uma bela mulher de olhos castanhos penetrantes. Ela era muito formosa, tinha algo de muito especial na forma em que ela bebia cerveja e me socava. Natasha convidou-me para uma passeata feminista que iria acontecer em breve. Não entendia nada daquilo, mas fui junto, acreditando que assim agiria como uma pessoa de coragem.

Ao chegar no evento, fiquei na esperança de que em algum momento eu a levasse para algum lugar mais reservado e conseguisse reproduzir alguns movimentos díficeis que vi uma vez na revista da turma da Mônica. Nada disso aconteceu, fui trocado pela mulher do espetinho.

Sem me abalar, continuei investigando a ilha e, no caminho, observei uma mulher imitando um macaco, uma que girava feito o pião do Inception e outra que dizia ser uma lancha. Como não compreendia aquela cultura, resolvi prosseguir, foi então que avistei um palácio, um suntuoso palácio amarelo. Perguntei para uma senhora, com pernas mecânicas, como o chamavam, Ela falou:
- A grande casa Amarela.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O Secreto Jardim das Lésbicas (Parte 2)

Meu barco era simples, possuía apenas um motor que alcançava a velocidade do Som em 5 segundos. Som era meu ajudante tetraplégico.

Ao longo de nossa viagem, Som me contou os detalhes de como ficou naquela situação. Foi no momento da conquista da copa ao se apoiar na bancada de seu apartamento. Despencou ao gritar: "É tetra!".

Ficamos dias buscando a ilha, sem muito sucesso. Tínhamos apenas uma vaga ideia de onde poderíamos encontrá-la. Nossas provisões acabavam e nossa sorte não caminhava ao nosso lado. Após alguns dias avistamos outro barco.

Inicialmente ficamos apreensivos pois, antes de nossa viagem, escutáramos de um velho de três dedos sobre a existência de piratas no oceano que, ao invadir navios, transmitiam gripe e iam embora. Eles eram terrivelmente chamados de... piratas. Como estávamos desesperados por informações resolvemos ancorar ao lado deles para trocarmos algumas ideias.

A embarcação deles consistia de uma coloração arco-íris e seis tripulantes, sendo que cinco deles trajavam vestimentas características: operário, índio, mecânico, policial e biológo marinho. Achei aquilo muito peculiar. Passadas as apresentações iniciais, eles nos contaram sua história, de como procuravam a "Ilha dos homens felizes" - Eu nunca tinha ouvido falar em tal lugar, mas deveria ser um local interessante pois eles falavam com grande entusiasmo.

O sexto integrante era um rapaz muito bem trajado que nos confessou que estava ali por causa de sua mulher. Disse-nos que ao perguntá-la se poderiam realizar um tal de manage a truá com algum outro rapaz, ela respondera alguma coisa sobre aonde o vento faz a curva. Não sabia ao certo o que era esse tal de manage mas, deduzi que o rapaz era engenheiro eólico e que iria ajudar no sistema de ventilação da ilha.

Contei minha história aqueles aventureiros e como nós estávamos perdidos. O rapaz vestido de mecânico nos disse que haviam encontrado a ilha das lésbicas por acaso em suas buscas. Nessa hora entrei em êxtase, o mecânico prosseguiu me dando todas as coordenadas de como chegar lá.

Já estava pronto para partir quando Som me disse que iria partir com os rapazes para a outra ilha, pois sempre tinha sonhado com um lugar assim. Fiquei triste mas deixei-o ir sem grandes problemas, apenas não entendi porquê, ao zarpar, ele colocou uma vestimenta de soldado feita em couro e todos começaram a gritar nomes como "Alejandro" e "Roberto". Prossegui com minha viagem.

Agora eu estava sozinho, porém meu entusiasmo estava mais forte do que nunca. Bastante empolgado, coloquei o curso direto para a ilha das lésbicas. Depois de poucos dias consegui ancorar na ilha proibida.

domingo, 5 de setembro de 2010

O Secreto Jardim das Lésbicas (Parte 1)

Sempre sonhei com a terra prometida. Uma ilha de sonhos perdida no
meio do Atlântico. Populares de minha terra gastavam horas e mais
horas conversando a respeito em uma mesa de um bar próximo as docas.

Todos falavam dessa ilha com um olhar compenetrado e de muita admiração:
- Ahh se eu estivesse lá... elas veriam. - comentava o cego.
-.. e eu faria assim... - dizia um jovem que aparentava ter seus 11 anos.
-..uma vez na Índia eu aprendi isso aqui ó.. - todos olhavam perplexos
a habilidade do homem sem uma perna, um braço e um olho,
certamente esse senhor faria elas mudarem de ideia, ah.. se não faria.

Todos falavam em como seria, mas na verdade nenhum homem jamais
esteve na ilha das lésbicas. Um local que despertava a curiosidade
desde eras mitológicas.

Desde que eu era pequeno, escutava histórias sobre a ilha, basicamente
falando de que no dia que um homem chegasse lá, esse conheceria o
hedonismo supremo, o conhecimento máximo do prazer mundano.
Óbvio que na época eu achava isso um absurdo pois, pensava que nada,
mas NADA poderia me dar maior prazer de que meu velho Playstation.
Isso seria impossível. Então cresci.. e também minha curiosidade de
conhecer a terra santa.

Estava obstinado. Agarrava ferozmente toda e qualquer possibilidade
que me trouxesse mais próxima de meu objetivo.
- Como seriam as lésbicas? - pensava, mas ninguém sabia me dizer.

Para conseguir bancar minha aventura passei muito tempo procurando
emprego.. mas todos exigiam que eu trabalhasse. Por causa dessa maré
de má sorte, fui puxado para o mundo do crime. Começava aí uma época
obscura em minha vida, onde me tornei assassino profissional de galinhas.
Era contratado pelos fazendeiros da região para pressionar galinhas que
não colocavam ovos. Quando elas não cooperavam era forçado a levá-las
para um restaurante que também servia de lavagem para negócios sujos.
Era um restaurante-lavanderia.

Passado esse período conturbado, consegui comprar um barco e todas
as provisões que precisava em minha busca pelos oceanos.
Começava aí, meu empreendimento ousado na procura das xoxonias proibidas.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Filosofia de merda

Acho que é inato em algumas pessoas diversos dons, dons como tocar música, desenhar, cantar, óbvio que com esforço e dedicação isso realmente fica aparente.

Agora, poucos são aqueles escolhidos pela providência divina para falar algo completamente inútil, ou em termos menos eufêmicos, falar merda.

Hoje, esses poucos Messias são ovacionados por todos os cantos do globo, agraciados com as mais belas riquezas e mulheres siliconadas, porém tudo isso não aconteceu da noite para o dia, por isso gostaria de falar com vocês hoje um pouco da história desta arte.

Falar merda é um caminho metafísico que nos traz à época da Grécia antiga, onde um dos pupilos de Heráclito, ao estudar toda sua filosofia, resolveu, em uma epifania, soltar um comentário digno de Zeus: "Esse livro é de Homero poeta ou de um reles rimador hehehe".
Com o passar do tempo, essa investigação profunda foi se desenvolvendo e muitos outros filósofos se juntaram a essa jornada, essas ideias então ficaram conhecidas ao longo do período como toilletephilos.

Banidas durante o período socrático, só voltaram em cena na Idade Média, assim que um português avistou o Brasil. Daí então fica fácil notar como chegamos a esse maravilhoso cenário que temos hoje, tudo graças à coragem de bravos homens e algumas empresas de pizza que lutaram por nossa liberdade de expressar, e pelo anônimo pupilo de Heráclito, considerado o pai dessa coisa toda.

Sejam bem-vindos ao ponto de encontro de meus lóbulos

Olá juventude revolucionária desta rede sub-livre. É de conhecimento bem difundido que, para se tornar uma pessoa descolada, completamente cool, é necessário dar umas pinceladas de sensualidade intelectual, logo fare-me-ei usufruto deste blog para alcançar este objetivo nobre esperando assim, entrar para o seleto ciclo social, altamente vintage, super-in, das pessoas completamente inteligentes e sensuais.

Não me julguem pensando que convergi-me a esse ponto de forma leviana pois, para chegar a essa conclusão, pesquisei a fundo, embasando-me de informações estatísticas robustas comprovadas* cientificamente. Então, com ciência deste fato sólido, encontrei motivação para instigar minha mente na criação deste local de ideias fodasticamente efervescentes.

Tenho ainda uma grande expectativa de obter a audiência cativa de dois leitores, sendo isto um grande sonho pessoal.

Muitos que lêem este blog (meus dois leitores) podem estar se perguntando agora - O que essa mente brilhante transmitirá de conhecimento a nossas cabeças? Dança? Música? Artes em geral? Lógica? Games? Fotos de mulheres abastadas completamente despidas?
Responderei a este questionamento evocando a célebre e profunda frase de um grande poeta e fantástico filósofo: "Na realidade eu não sei..."

E é com este pensamento absurdamente questionador que me despeço de vocês, meus queridos leitores (todos os dois), esperando assim que nos encontremos em breve aqui neste mesmo hipertexto, nesta mesma hora randômica.

Abraços


*Tinha uma amiga minha que tinha maior cara de poser e tal.. e ela tinha um blog que eu to ligado bicho